Vereadores de Santo Amaro da Imperatriz tiraram dúvidas, nesta quinta-feira, 5 de julho, sobre a Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano, que cria um sistema de ônibus metropolitano facilitando os deslocamentos dos passageiros. Participaram do encontro na Câmara de Vereadores de Santo Amaro o prefeito da cidade, Edésio Justen, e o superintendente de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis, Cassio Taniguchi.

A proposta do sistema de transporte metropolitano, elaborada pela Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf) com apoio do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC, unirá os sistemas de ônibus intermunicipal com os municipais. Farão parte do sistema Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José e São Pedro de Alcântara.

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“Essa proposta de racionalizar o sistema de transporte coletivo vai possibilitar o fortalecimento do Continente, não mais uma dependência tão grande com relação à Ilha onde estão concentrados 60% dos empregos. É por isso que ocorre esse movimento pendular, que acontece toda a manhã e toda a noite e que cria uma série de problemas”, destacou o superintendente da Suderf, Cassio Taniguchi.

Mudanças para Santo Amaro

Os dois temas mais debatidos na audiência foram o final do ponto de ônibus, cuja estrutura hoje é deficitária, situado em frente ao supermercado Imperatriz; e a proposta de baldeação no terminal de Palhoça para algumas linhas de ônibus.

“Nós gostaríamos que o ponto final do ônibus fosse em qualquer lugar. Pode ser no Morro das Gaivotas, em Caldas, no Poço Fundo...”, disse o presidente da Câmara de Vereadores, Adailton Machado. Sobre essa questão, o diretor técnico da Suderf, Celio Sztoltz, explicou que pode haver mudança, pois a decisão cabe ao poder concedente do serviço de transporte. É necessário, no entanto, indicar um local onde seja mais apropriado para definir como ponto final do ônibus.



Cinquenta e seis por cento dos usuários do transporte coletivo, hoje, em Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas têm Palhoça como destino. Se for considerada apenas a população de Santo Amaro, 51% ficam na cidade ou vão até Palhoça e 44% seguem até Florianópolis. Isso mostra a importância de se oferecer mais serviços entre essas localidades.

Na proposta do sistema metropolitano, haverá 115 horários de ônibus por dia, sendo que hoje são 85. Além disso, serão criadas quatro novas linhas: Circular Santo Amaro, Varginha (região Norte da cidade), Pagará e Estação Palhoça via Rua Francisco Tunes.  

Gestão associada

Hoje o transporte coletivo da Grande Florianópolis conta com um sistema de ônibus intermunicipal, que atende a todos os municípios e é de responsabilidade do Departamento Estadual de Transporte e Terminais (Deter), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Infraestrutura; e também sistemas municipais em Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça, cujas gestões são realizadas pelas respectivas prefeituras. Com exceção da Capital, que licitou o sistema de transporte coletivo em 2014, todos os outros oito municípios da região metropolitana precisam regularizar os contratos, por meio de concorrência pública.

“Há todo um processo que vai iniciar a regularização das concessões, pois todas estão vencidas, inclusive as intermunicipais, para que nós tenhamos um transporte com qualidade e frequência. São mudanças que vão acontecer ao longo do tempo, mas que existirão um processo de monitoramento permanente do sistema que terá a participação de todos os municípios, de tal maneira que, além da mudança de ponto, terminal ou linha, haverá uma parceria entre os municípios e a Suderf. É uma gestão associada, compartilhada com os prefeitos, vereadores e a população para que tenhamos um sistema de transporte que atenda à grande maioria das pessoas.”, explicou Taniguchi.  

A gestão associada está prevista em lei, no artigo 241 da Constituição da República de 1988, e na lei federal 13.089, de 12 de janeiro de 2015, que estabelece as diretrizes do Estatuto da Metrópole. O modelo sugerido para o sistema de transporte metropolitano prevê que todas as prefeituras e o Governo do Estado participem das decisões de forma colegiada, dando prevalência ao interesse coletivo.

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Rosália Dors Pessato
Suderf
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